Estudo mostra que beber cerveja pode diminuir o tamanho do cérebro

A cerveja é uma das formas de álcool mais popular. Contudo, seu consumo pode gerar mudanças na estrutura e no tamanho do cérebro.

A cerveja é, sem dúvidas, uma bebida de preferência nacional. De todas as formas de álcool, ela é a mais duradoura e popular, e não apenas no Brasil, como no mundo todo. Por esse motivo, a descoberta feita por pesquisadores norte-americanos pode não ser tão boa para quem ama cerveja.

Eles descobriram que o consumo diário de álcool, mesmo que em quantidades pequenas, pode afetar tanto a estrutura quanto o tamanho do cérebro. Colocando em exemplo, beber uma cerveja diariamente pode acelerar o processo de envelhecimento do cérebro.

Estudo

O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e feito com pessoas entre 40 e 69 anos. Os pesquisadores utilizaram os dados sobre o consumo de álcool e sobre as alterações na estrutura do cérebro do Biobank, do Reino Unido.

“Este estudo fornece evidências adicionais para uma associação negativa entre ingestão de álcool e macroestrutura e microestrutura cerebral em uma amostra da população geral de adultos de meia-idade e idosos. A maioria dessas associações negativas são aparentes em indivíduos que consomem uma média de apenas uma a duas unidades diárias de álcool”, explicaram os autores.

No estudo, o que os pesquisadores consideraram como “uma unidade diária” foi 10 mL de álcool. Portanto, uma lata de cerveja ou uma taça de vinho seriam duas unidades cada.

Impacto

Para ver o impacto do consumo diário de álcool, os pesquisadores analisaram 36.678 participantes, sendo que 52,8% eram do sexo feminino. Durante o estudo, os voluntários responderam perguntas a respeito dos seus níveis diários de consumo de álcool ou de abstinência. Além disso, registros de saúde, como exames de imagem, foram incluídos nas respostas.

Para que os resultados ficassem ainda mais precisos, as mudanças do cérebro das pessoa foram relacionadas com outros fatores, como idade, altura, sexo, IMC (Índice de Massa Corporal), consumo de tabaco, status socioeconômico, ascendência genética e município de residência.

“O fato de termos uma amostra tão grande nos permite encontrar padrões sutis, mesmo entre beber o equivalente a meia lata de cerveja e uma cerveja por dia”, explicou Gideon Nave, um dos autores do estudo e professor da Universidade da Pensilvânia.

Consequências

Outro ponto visto no estudo foi que, não consumir álcool ou beber apenas uma unidade por dia gera pouca ou nenhuma alteração no volume do cérebro. Contudo, se a pessoa tomar duas ou três unidades, isso pode diminuir tanto a substância cinzenta quanto a branca do cérebro.

Para se entender melhor, uma pessoa com 50 anos que tenha o consumo diário de uma lata de cerveja ou uma taça de vinho, o que corresponde a duas unidades, pode ter o envelhecimento do cérebro em dois anos.

O estudo ainda não acabou. O próximo passo dos pesquisadores é descobrir o efeito do consumo de álcool em ocasiões mais específicas, como por exemplo, as pessoas que bebem nos finais de semana.

“Este estudo analisou o consumo médio, mas estamos curiosos para saber se beber uma cerveja por dia é melhor do que não beber nenhuma durante a semana e depois sete no fim de semana”, concluiu Nave.

Cerveja

Por ser a forma de álcool mais duradoura e popular, sua primeira fabricação foi há milhares de anos. Desde as civilizações antigas, ela vem resistindo ao tempo e sendo consumida por milhares de pessoas ao redor do mundo.

Com o passar do tempo, não é de se surpreender que a “loura” possa ser “ruiva” ou “morena”, dependendo da versão. Cada país tem sua preferência particular, que pode ser por uma marca específica ou um tipo de cerveja. O fato é que, tomar uma cervejinha é um hábito mundial, mas que tem que ser feito com moderação para que não traga problemas, como foi mostrado nesse estudo.

Fonte: Fatos Desconhecidos

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