Afinal, por que idosos morrem de covid-19 mesmo tendo sido vacinados?

Quando envelhecemos, o sistema imunológico envelhece também. Com o passar dos anos, nosso sistema de defesa fica mais lento diante de uma ameaça.

A eficácia das vacinas contra a covid-19 ainda é questionada por alguns brasileiros. Parte deles, inclusive, se recusa a receber o imunizante. Entre os argumentos está a morte por causa da doença de pessoas, entre elas idosos, que já se vacinaram.

Mas afinal, por que esses pacientes têm morrido?

A resposta está em dois principais fatores: a imunossenescência e a redução nos cuidados.

Quando envelhecemos, o sistema imunológico envelhece também. Esta queda natural da imunidade é chamada de imunossenescência. Logo, com o passar dos anos, nosso sistema de defesa fica mais lento diante de uma ameaça.

No caso das vacinas, como o objetivo é “ensinar” o sistema imunológico a se defender, apresentando a ele parte do agente infeccioso, a imunossenescência também pode afetar a eficácia dos imunizantes nos idosos.

Isso é visto nas vacinas contra a covid-19, mas não apenas nelas.

“Nós sabemos que, para todas as vacinas, os idosos têm uma resposta menor. É esperada uma eficácia menor. Mesmo assim, os idosos se beneficiam muito [da proteção da vacina contra] das complicações e morte por influenza”, disse Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), à reportagem da Gazeta do Povo.

Maior exposição aos riscos

Com a resposta imune mais lenta e uma maior sensação de liberdade após as vacinas, o risco que esse idoso corre de se contaminar aumenta.

“A impressão que temos é que as pessoas, ao verem a notícia de outros países flexibilizando mais as medidas, tomam isso como uma regra para cá, o que não pode ser feito. Pessoas que já tiveram a covid-19, ou que tomaram a primeira dose, ou mesmo quem já fez a segunda dose, não significa que elas não possam adoecer”, explica Cunha.

Segundo o especialista, a tendência é que a pessoa que tenha feito o esquema completo tenha uma proteção mais elevada, especialmente contra formas moderadas a graves da covid-19.

O que fazer?

Mais para frente, vacinas específicas para os idosos poderão ser desenvolvidas, com cargas antigênicas mais concentradas.

Por enquanto, a recomendação é para que os idosos se vacinem com os imunizantes anticovídicos disponíveis e, enquanto os países não atingirem os percentuais de vacinados com as duas doses que proporcione uma imunidade coletiva, reforcem as medidas de prevenção.

Fonte: 180 Graus

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