Caos na saúde expõe falta de planejamento do poder público municipal

Piripiri já dispara com 12 óbitos em 2021, e outros ainda a serem confirmados, sem contar com a lotação máxima no Hospital Regional Chagas Rodrigues

Piripiri vive a maior crise sanitária desde o início da pandemia. Em 2020, quando a covid-19 surgiu e pegou todos de surpresa, houve a dificuldade inicial porque não se sabia ao certo as medidas eficazes e como combater a doença, e ainda assim Piripiri sempre apontava como uma das menores taxas de incidência dentre as maiores cidades do Piauí.

Porém, durante todo o ano de 2020 foram 52 mortes por covid-19 no município, mas nos primeiros dias de 2021 Piripiri já dispara com 12 óbitos, e outros ainda a serem confirmados, sem contar com a lotação máxima no Hospital Regional Chagas Rodrigues, algo que não havia sido presenciado antes.

Falta de controle nas filas dos bancosNa verdade, a falta de planejamento da gestão municipal, com medidas eficazes, busca ativa na realização de testes e falta de ações da vigilância sanitária são os principais fatores para o problema. Não existe nenhuma campanha de conscientização, poucos agentes da vigilância se dividem em meio a uma grande cidade, corte de adicional de insalubridade como incentivo para profissionais da linha de frente e, o pior, a falta até de materiais básicos como EPI's.

Outro agravante é que durante a crise sanitária, a gestão municipal tem promovido diversas aglomerações em eventos na zona rural, em total desrespeito com a saúde, mas com o único interesse em fazer política.

Evento promovido pela prefeita na zona rural, aglomerando pessoasComo única medida até o momento, em 52 dias como prefeita, Jôve Olivera resolveu decretar toque de recolher das 23 horas às 05 horas, como se isso fora resolver algum problema.

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